Artigos - Melhor idade
A SBU não recomenda

Alguns assuntos, principalmente aqueles relacionados com a sexualidade, podem virar alvo fácil de práticas e procedimentos não totalmente justificados ou embasados cientificamente. São tratamentos sem eficácia, que ainda não foram comprovados e/ou testados no seu benefício e risco. Cuidado com as propagandas enganosas!

O caráter íntimo desses assuntos colabora para que os pacientes possam se tornar vítimas passivas e silenciosas dessas praticas inadequadas e que podem gerar danos irreversíveis.

O melhor remédio e a melhor prevenção contra esse fato é o conhecimento. Conhecer o que é comprovados, o que já foi testado e aprovado, seus riscos e benefícios, é o meio mais fácil de se evitar o engodo e a tapeação que, infelizmente, podem ocorrer.

Certos procedimentos, mesmo que sabidamente não aprovados e ainda em caráter experimental, são muitas vezes alardeados nas revistas, jornais, rádio, televisão e internet com finalidades puramente comerciais. Cumprindo com o seu papel e considerando o atual estado de conhecimento, a Sociedade Brasileira de Urologia lista abaixo os procedimentos com os quais NÃO CONCORDA E NÃO RECOMENDA:

1- Cirurgias de aumento peniano, indicadas de forma indiscriminada
2- Anestésicos locais para controle da ejaculação precoce
3- Cirurgias para controle da ejaculação precoce. As chamadas neurotripsias
4- Tratamento com injeções dentro do pênis em pacientes jovens com o objetivo de tratar a ejaculação precoce
5- Injeções de produtos no pênis para aumentar o aumento peniano
6- Curas, anúncios e tratamentos milagrosos para os problemas de impotência masculina

Na sua função educativa a SBU ainda quer ajudar os pacientes e todo o público leigo, a saber ler, ver ou ouvir uma notícia a respeito dos progressos que se fazem na Medicina.

Existe uma distância muito grande entre um conhecimento que às vezes é demonstrado em cobaias ou mesmo no laboratório ou com um número pequeno de pacientes voluntário e a sua efetiva colocação em prática.

O cidadão, mesmo o mais otimista possível, deve entender que o processo que vai da descoberta de um novo medicamento até o balcão da farmácia é um processo bastante longo, cercado de cuidados para testar a sua segurança e eficácia.
Infelizmente de casa 100 ou 10000 substâncias promissoras, com potencial no tratamento de alguma doença, apenas 1 ou às vez nenhuma consegue chegar ao estado final de comercialização com o seu uso seguro. Raras vezes, ainda, são precisos vários e vários anos para se identificar algum risco que não se manifesta, antes que o uso de um medicamento X seja usado por milhões e milhões de pessoas, levando até a retirada do medicamento ou restringindo muito o seu uso.

Do medicamento ou restringindo muito o seu uso.

Um outro ponto de interesse para o cidadão é que não existe nenhum medicamento, nenhum procedimento que não envolva riscos e benefícios.
Seu urologista e a SBU investem muito em atualização na especialidade, principalmente para discutir as experiências que vão se acumulando e demonstrando o que é melhor para os pacientes e mais eficaz para cada doença. Toda novidade médica é vista sempre com olhos críticos e reservas até que os trabalhados e teses se multipliquem e mostrem eficácia e , principalmente, os riscos e efeitos colaterais. Nem sempre existe apenas um caminho, mas tenha certeza de que seu urologista conhece todos e pode discuti-los com você. Ao indicar um caminho, uma cirurgia ou um medicamento, muitas vezes é mais importante conhecer os riscos e efeitos colaterais do que simplesmente o que pode ser usado, mesmo de mais moderno naquela doença ou situação.


(Texto extraído do Manual da Boa Prática Urológica da SBU-2009)

 


 

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